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Quarta, 27 de outubro de 2021
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Boa Forma & Saúde

Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas

A falta de estoque de sangue em um hospital pode levar ao cancelamento de cirurgias e colocar vidas em risco.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são realizadas 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. Embora esteja dentro do parâmetro definido pela OMS, esse número ainda precisa melhorar (e depende muito da sua parte).

Para garantir um melhor abastecimento dos estoques de sangue em todo o País, em 2016, foi definido um novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos, com critérios atualizados para a doação de sangue no Brasil. A nova legislação estabelece diretrizes voltadas ao aumento da segurança para quem doa e recebe sangue e amplia a faixa etária para candidatos à doação.

A biomédica Cinthya Duran explica que, com uma única doação, é possível salvar até quatro vidas, uma vez que o material é separado em diferentes hemocomponentes: concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos); concentrado de plaquetas; plasma; e crioprecipitado — que podem ser utilizados em diversas situações clínicas.

“De qualquer modo, é necessária a conscientização de que a doação de sangue precisa ser feita não apenas em épocas de campanhas para o reabastecimento de baixo estoque, mas durante todo o ano. O sangue doado tem sempre utilidade e nunca sobra. Pelo contrário, faz falta”, completa a especialista.

Não custa nada e vale muito

Para se entender o impacto das doações, o baixo estoque de sangue em um hospital pode levar ao cancelamento de cirurgias e outros procedimentos. Um exemplo é o paciente que faz quimioterapia e que, caso não receba o suporte de transfusão, poderá não resistir ao tratamento.

“Além disso, pode ser um enorme prejuízo ao paciente o adiamento de cirurgias cardíacas, de transplantes de rim, de fígado, de medula óssea, entre outros procedimentos que necessitam de sangue e de plaquetas”, acrescenta Cinthya. Isso sem contar os pacientes que são vítimas de acidentes e necessitam de reposição urgente de sangue.

É importante saber que uma pessoa adulta possui, em média, cinco litros de sangue em seu corpo e, em uma doação, são coletados no máximo 450 ml do líquido. A quantidade representa menos de 10% de todo o sangue presente no organismo.

Quem deseja doar sangue precisa passar por uma avaliação prévia em ambulatório que tem o objetivo de detectar alguns impedimentos para a doação, como doenças prévias e condições específicas, como baixo peso. Essa entrevista é particular e os dados são mantidos sob total sigilo.

Critérios

Existe uma série de requisitos básicos, além de uma lista de impedimentos temporários e definitivos, que definem se uma pessoa pode ser doadora. No entanto, esta lista não esgota os motivos que permitem ou não uma doação, de forma que as informações pessoais dadas durante a triagem clínica serão consideradas para definir se alguém está apto para doar sangue.

Confira a lista dos principais requisitos para doar sangue:

— Estar em boas condições de saúde;

— Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos necessitam de autorização dos pais ou responsáveis);

— Pesar no mínimo 50kg;

— Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);

— Estar alimentado (evitar jejum e alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);

— Apresentar documento original com foto recente emitido por órgão oficial;

— Não fazer uso de drogas ilícitas injetáveis;

— Se teve resfriado: aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sintomas;

— Se for mulher, não deve estar grávida, amamentando ou ter tido parto normal ou aborto há menos de três meses (em caso de cesárea, seis meses);

— Não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;

— Não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva nos últimos 12 meses;

— Não ter feito qualquer procedimento endoscópico no últimos 6 meses;

— Não ter feito extração dentária ou tratamento de canal nos últimos 7 dias;

— Se realizou cirurgia odontológica com anestesia geral, aguardar 4 semanas para doar;

— Se tomou vacina da gripe, aguardar 48 horas para doar;

— Se teve/tem herpes labial ou genital, pode doar após desaparecimento total das lesões;

— Se teve/tem herpes zoster, pode doar após 6 meses da cura;

— Febre amarela: se esteve em áreas de alta incidência da doença, doar apenas 30 dias após o retorno / Se tomou a vacina, deve aguardar 4 semanas / Se contraiu a doença, deve aguardar 6 meses após recuperação completa;

— Malária: quem esteve em estados ou países com alta prevalência da doença deve aguardar 12 meses após o retorno para doar;

— Não ter antecedentes de hepatite após os 10 anos de idade;

— Não ter evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;

— Acupuntura: se realizada com material descartável, aguardar 24 horas / Se realizada com laser ou sementes, não há impedimentos / Se realizada com material sem condições de avaliação, aguardar 12 meses para doar.

Além disso, no caso de doadores recorrentes, é fundamental respeitar respeitar um intervalo entre as doações, sendo que homens podem doar a cada 60 dias (respeitando o limite de quatro doações ao ano) e mulheres a cada 90 dias (respeitando o limite de 3 doações ao ano).

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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