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Quarta, 27 de outubro de 2021
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Mulheres defendem o meio ambiente no Dia Mundial sem Carro

As formas de se locomover nos centros urbanos possuem grande impacto para o meio ambiente e sociedade.

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As formas de se locomover nos centros urbanos possuem grande impacto para o meio ambiente e sociedade. Os transportes que utilizam combustíveis fósseis contribuem para o aumento da poluição e geram outros danos. Por isso, com objetivo de combater o negacionismo climático e difundir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030 da ONU, uma frente suprapartidária de 17 mulheres realizou um ato pelo clima no Centro Histórico de São Paulo, no Dia Mundial Sem Carro, celebrado no 22 de setembro. 

Idealizado pela secretária municipal de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, o ato foi inspirado no clipe “Girl From Rio” da cantora Anitta e contou com a participação de 17 mulheres representando os ODS. “Foi um ato muito forte, porque vieram mulheres a favor da proteção ao meio ambiente. Esse é um momento muito importante de reflexão para o mundo, temos que nos engajar com os ODS ou o planeta sofrerá ao ponto de prejudicar a sobrevivência. Essa noção precisa chegar à população e devemos nos unir para alcançar os pontos que mostramos hoje”, afirma Marta Suplicy. 

O ato teve início às 11h em frente à Prefeitura de São Paulo e, de lá, as participantes seguiram de ônibus elétrico para o Terminal Bandeira. “É uma alegria estar com tantas mulheres incríveis e engajadas com um tema apartidário e comum para todos. Precisamos nos empenhar na luta para melhorar o clima e engajar para transformar o modelo de desenvolvimento atual para um sustentável”, aponta a deputada estadual Marina Helou. 

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo Aline Cardoso acrescenta: “hoje celebramos uma de tantas datas pela causa do clima e pelo desenvolvimento sustentável. Temos uma carta para seguir e, infelizmente, o ritmo de adesão a esses objetivos pela sociedade não é tão rápido como deveria ser. É importante que as pessoas que possuem voz ativa na sociedade chamem sempre outras para o compromisso e expliquem a necessidade de seguir com esses objetivos.”

Para a cicloativista Renata Falzoni, o dia 22 de setembro é extremamente relevante. “No Brasil o Dia Mundial sem Carro chegou nos anos 2000, quando o movimento das bicicletadas chegou ao país. A pauta vem ganhando mais força muito em relação ao que vivemos hoje com as mudanças climáticas. Junto a isso, o papel da mulher se mostra fundamental, uma vez que elas protagonizam mais saídas durante o dias e, por isso, quando fazemos o recorte da mobilidade sustentável temos que focar nas questões femininas”.  

 

Os ODS 

Além da pauta pelo meio ambiente, o ato abordou as outras causas levantadas nos ODS, que englobam questões sociais, ambientais e econômicas. “Quando falamos da questão de andar sem carro, também precisamos falar da acessibilidade arquitetônica e do direito de ir e vir das pessoas com deficiência. Participar deste evento sabendo que todas as ações estão ligadas à agenda 2030 da ONU é muito bom”, afirma a secretária de Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco. 

O ato também mostrou que um planeta sustentável vai além das causas ambientais. “A agenda da ONU tem diferentes atuações. Para se ter um planeta sustentável, é preciso não só investir no âmbito da natureza, mas também nos relacionamentos humanos e na redução de desigualdades. Para ter uma cultura de paz é necessário passar por todas os ODS”, destaca a secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Ana Claudia Carletto. 

Outro ponto levantado com a ação foram as causas relacionadas à cultura. “Acredito que discutir sobre as ODS é primordial. A cultura nesse momento levanta a bandeira da ODS 9, que fala de incluir a cultura em uma economia criativa e mostrar que a sustentabilidade está em todos os cantos, principalmente na cultura. Essa iniciativa da Marta, em conjunto com todas as secretárias, ressalta dois pontos importantes: um para mostrar que não somos uma prefeitura só de homens e o segundo para começar a trazer esse debate na sociedade e mostrar o que é a sustentabilidade simples”, aponta a secretária de Cultura, Aline Torres.

No âmbito da justiça, a causa defendida no ato está relacionada ao item 16 da agenda da ONU, que busca promover sociedades pacíficas e proporcionar acesso à justiça para todos. “Os nossos projetos estão no sentido de colaboração, formação de lideranças populares e levar mais informações para as organizações da sociedade civil, que já trabalham bem com a Prefeitura”, comenta a secretária de Justiça, Eunice Aparecida. 

O movimento dessas mulheres ocorreu na semana que é fortemente marcada pelos atos globais em favor do futuro do planeta e reafirmando ser essencial seguir as metas propostas pela ONU. 

Créditos (Imagem de capa): Fábio Andrade

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