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Terça, 17 de maio de 2022
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América Latina

Índígenas e mulheres são principais vítimas de deslocamentos forçados no México

10 mil pessoas foram obrigadas a mudar de cidade ou de estado por causa da violência gerada por grupos organizados, além da violência política

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Estudo da Comissão Mexicana de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos mostra que em 2020 cerca de 10 mil pessoas foram obrigadas a mudar de cidade ou de estado por causa da violência gerada por grupos organizados, além da violência política e dos conflitos sociais e territoriais.

Larissa Werneck, correspondente da RFI na Cidade do México

Em 14 de janeiro de 2020, trezentos homens armados invadiram o município rural de San Rafael, no estado de Guerrero, localizado na costa do Pacífico mexicano, no que seria mais um episódio de violência na região causado pelos confrontos entre os cartéis Jalisco Nueva Generación e La Familia Michoacana. De acordo com relatos da imprensa, nesse dia, 700 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, abandonaram as suas casas, algumas em chamas. A maioria saiu levando apenas as roupas do corpo. Alguns se refugiaram em casas de familiares ou de amigos; outros mudaram de município, definitivamente.

Alguns meses depois, em setembro do mesmo ano, 693 pessoas pertencentes a famílias indígenas dos municípios de Ocampo, Moris e Guachochi, na Sierra Madre Ocidental, no estado de Chihuahua, no noroeste do México, foram obrigadas a sair dos seus povoados por causa de violência gerada entre os cartéis La Línea e Gente Nueva, que disputam a região para o plantio e a venda de drogas.

População indígena é a mais afetada

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