A vida e a carreira da atriz Eva Wilma se confundem com a luta pela democracia e contra a censura no Brasil. Uma das maiores atrizes brasileiras, morta aos 87 anos devido a um câncer de ovário neste sábado (15), Eva deixou um legado que vai além do talento em sua trajetória: a defesa dos direitos humanos.
“Eva Wilma! Sempre na linha de frente pela democracia e contra a censura. Em 1979, ela estava na linha de frente, com outros artistas (e, Clarice), em passeata pela anistia no Centro de São Paulo”, lembrou o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Lotufo, em sua conta no Twitter.
“Da esquerda para direita estão Clarice Herzog, um dos filhos de Guarnieri (salvo engano) e Eva Wilma. Depois, reconheço (o ator Carlos Augusto) Strazzer e Denise Del Vecchio. Atrás, estão Genoíno e Ditinho Cintra. Esqueci do Renato Consorte que estava em todas atividades do Comitê Brasileiro da Anistia. O legal é todos eles eram ‘da massa’, não tinham estrelismo e chiliques”, acrescentou Lotuffo, sobre a foto a seguir.

Eva generosa
“Eva Wilma era generosa, disciplinada, sublime. Ainda muito nova, eu tive a honra de assistir, aprender e dividir a cena com ela e sou muito grata por isso. Nossa cultura perde uma mãe e nossa democracia perde uma grande aliada. Meus sentimentos aos familiares”, comentou a atriz Leandra Leal.
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“Lamentamos a partida da atriz Eva Wilma, fundamental na dramaturgia brasileira. Lembramos sua participação em 1968, em que ela levantou-se contra a ditadura. Tônia Carrero, Eva Wilma, Odete Lara, Norma Bengell e Cacilda Becker. A cultura sempre está ao lado da democracia!”, lembrou o deputado Ivan Valente (Psol-SP).

















