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Terça, 17 de maio de 2022
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Educadores paralisam atividades nesta sexta e lembram violência de 29 de abril

Caravana de Foz e região integra ato estadual em Curitiba; professores e funcionários relembram violência sofrida em 29 de abril de 2015.

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Caravana de Foz e região integra ato estadual em Curitiba; professores e funcionários relembram violência sofrida em 29 de abril de 2015.

Educadores da rede estadual do Paraná paralisam as atividades nas escolas e promovem ato público no Centro Cívico, em Curitiba, nesta sexta-feira, 29. Os servidores cobram reposição salarial e relembram a violência que a categoria sofreu nessa data, em 2015, quando tentava impedir o confisco do fundo com recursos para a aposentadoria. 

Professores e funcionários de escolas de Foz do Iguaçu e região se unirão a colegas de profissão de todo o estado na mobilização na frente da sede do Governo do Paraná. Para a categoria, a violência mudou de forma desde o “Massacre de 29 de Abril”, passando a ser diária, com a retirada de direitos e o desmonte do sistema público de ensino.

Educadores reivindicam o pagamento da data-base, com correção de 34% dos salários, percentual que é a soma das perdas acumuladas nos últimos seis anos. Somada a essa defasagem há a escalada da inflação, com aumento dos alimentos, combustíveis e remédios, corroendo ainda mais o poder de compra dos trabalhadores da educação.

Protesto dos professores em Curitiba, em 29 de abril de 2015 - Foto : APP-Sindicato

A lista de reivindicações a ser levada ao Centro Cívico é extensa, expõe a presidente da APP-Sindicato/Foz, Janete Batista. “Ratinho Junior faz um discurso fantasioso, que não tem a ver com a realidade dos educadores e com o dia a dia das escolas públicas paranaenses, e muito menos com nossas condições de vida, que pioram muito”, reflete.

A dirigente explica que, além da reposição salarial, a categoria cobra o cumprimento da lei do piso do magistério e a valorização do plano de carreiras. Os educadores também pedem contratação por concurso público e fim da terceirização, expediente que perdoa os impostos das grandes empresas e do agronegócio e precariza as condições de trabalho.

“Chamamos a atenção de estudantes, mães, pais e de toda a sociedade para o projeto que está sendo implantado nas escolas. Ele não afeta apenas a nossa categoria”, ressalta Janete. “O que está ocorrendo vai no sentido da privatização do ensino, com medidas de exclusão que comprometem o futuro de parte da juventude”, denuncia.

Histórico

Em 29 de abril de 2015, no governo de Beto Richa (PSDB), educadores faziam greve para evitar o confisco do dinheiro da aposentadoria, descontado do salário. Por ordem superior, policiais militares deflagraram repressão violenta que deixou mais de 200 professores e funcionários feridos.

A violência e a crueldade do ataque, que envolveu bombas lançadas de helicóptero, cães e tiros com munição de borracha, ganharam repercussão nacional e internacional, formando uma rede de solidariedade à categoria. Desde então, 29 de abril é uma data de reivindicação de direitos e defesa da escola pública do Paraná.

Fonte/Créditos: Assessoria

Créditos (Imagem de capa): Ação policial deixou mais de 200 feridos em Curitiba. Ninguém foi responsabilizado – Foto: Orlando Kissner/ Fotos Públicas

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