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Terça, 16 de agosto de 2022
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Educação

Educadores deflagram greve nesta segunda-feira para preservar plano de carreiras e cobrar reajuste

Projeto de nova base salarial apresentado pelo Governo do Estado prejudica professores e funcionários na função e aposentados.

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Professores e funcionários de escolas estaduais decidiram em assembleia deflagrar greve de três dias, a partir desta segunda-feira, 13. A categoria questiona a proposta que institui nova base de remunerações, apresentada pelo Governo do Paraná, vista como um artifício numérico que representa o desmonte do plano de carreiras. 

A ameaça à carreira docente é por conta da extinção dos percentuais existentes entre classes e níveis, provocando o achatamento da tabela de remunerações e acabando com a evolução do profissional. A categoria interpreta que o conjunto de medidas apresentado como “reajuste” não repõe as perdas com a inflação e exclui funcionários e aposentados da nova gratificação. 

O pacote de normativas corta parte do auxílio-transporte, férias, licença e abono pelo trabalho noturno. A gratificação proposta não incide sobre férias, licença e 13º salário dos educadores nem é contabilizada para fins de aposentadoria. O projeto está em tramitação e será votado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). 

“Sem debate com os educadores, o governo lança esse projeto na reta final do ano e com intensa propaganda oficial. Quer fazer crer, entre a população, que teremos melhorias salariais”, aponta o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “Mas a verdade é que o plano de carreira está em risco e haverá achatamento dos salários. As perdas serão para todos”, afirma. 

Conforme o dirigente sindical, os servidores públicos do Paraná estão há mais de seis anos sem receber reposição devido às perdas da inflação, acumulando uma defasagem superior a 30% no período. “E o governador Ratinho Junior apresenta 3% de recomposição, enquanto eleva absurdamente o subsídio a grandes empresas”, reflete. 

“O poder de compra dos trabalhadores está reduzido, e quem ganha menos, como as agentes educacionais – que trabalham na cozinha, limpeza e outras funções –, está com dificuldades de manter o sustento da família”, sublinha. “Com a falta de reposição dos últimos seis anos, enfrentamos a alta da inflação, que faz os preços dispararem”, conclui Diego Valdez. 

Agenda da greve

A APP-Sindicato/Foz realiza assembleia regional on-line neste sábado, 11, às 9h30, para a organização do movimento entre educadores de Foz do Iguaçu e região. A entidade colocará ônibus para o deslocamento de professores e funcionários que se somarão a trabalhadores da educação de todo o estado em vigília no Centro Cívico, em Curitiba (PR), durante a deliberação dos projetos.  

 

Fonte/Créditos: APP-Sindicato/Foz

Créditos (Imagem de capa): APP-Sindicato/Foz

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