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Sábado, 18 de setembro de 2021
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Política

CPI da Covid inclui Onyx, Luciano Hang dono da Havan e Osmar Terra no rol de investigados

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), informou que adicionou novas pessoas à lista de investigados. Conheça os nomes!

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O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), informou que adicionou novas pessoas à lista de investigados pela CPI. Foram acrescentados os nomes:

  • Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho;

  • Osmar Terra (MDB-RS), deputado;

  • Luiz Paulo Dominguetti Pereira;

  • Cristiano Carvalho;

  • Emanuella Medrades;

  • Coronel Hélcio Bruno de Almeida;

  • Luciano Hang;

  • Coronel Marcelo Bento Pires; 

  • Regina Célia Silva Oliveira, fiscal de contrato no Ministério da Saúde.

Onyx Lorenzoni, que atualmente é ministro do Trabalho e Previdência, tentou, numa coletiva no Palácio do Planalto, desqualificar o depoimento deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), em junho, quando denunciou a tentativa de compra da vacina Covaxin. Onyx, que à época chefiava a Secretaria-Geral da Presidência, negou irregularidades na negociação e disse que o documento apontado pelo deputado era falso. 

"Não é normal um ministro de Estado fazer como Onyx Lorenzoni, empunhando um documento falso, num discurso amalucado contra a CPI e o Congresso", destacou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Médico, o deputado e ex-ministro da Cidadania Osmar Terra é apontado como um dos integrantes do “ministério paralelo”, que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia causada pelo coronavírus. Vídeos mostram trechos de encontro em que o presidente se reúne com o grupo, que contava também com a médica Nise Yamaguchi.

Negacionista sobre a gravidade da pandemia desde o princípio, Terra defendia a tese de imunidade de rebanho. 

empresário Luciano Hang é suspeito de financiar a disseminação de remédios do “tratamento precoce”, que tem ineficácia comprovada contra a covid-19.

Pedido de propina

O policial militar Luiz Paulo Dominghetti, representante da empresa Davati Medical Supply, relatou à CPI ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de assinar contrato de venda de vacinas da AstraZeneca com o Ministério da Saúde.

Já o vendedor Cristiano Carvalho, da Davati Medical Supply no Brasil, aparece em trocas de mensagens, obtidas no celular do PM, que mostram uma negociação informal e paralela do Ministério da Saúde com a Davati antes mesmo de a empresa apresentar proposta oficial ao governo.

coronel Hélcio Bruno de Almeida é presidente do Instituto Força Brasil e foi o responsável por intermediar um encontro entre os representantes da empresa Davati e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

Fraudes no contrato

A diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, foi apontada por servidores do Ministério da Saúde como responsável por realizar a ponte entre a pasta e a empresa. A Precisa era representante no Brasil da farmacêutica indiana Bharat Biotech e assinou contrato com o Ministério da Saúde para venda de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin

O contrato de R$ 1,6 bilhão tem indícios de irregularidades e é alvo da CPI da Covid no Senado.

O então coordenador de Logística do Ministério da Saúde coronel Marcelo Bento Pires foi citado pelo servidor Luís Ricardo Miranda como um dos responsáveis pela pressão sofrida de três superiores hierárquicos na pasta para que desse provimento ao processo de importação para uso emergencial no país da vacina indiana Covaxin.

O militar teria, inclusive, se encontrado com representante da Precisa em um fim de semana.

A CPI inclui também na lista de investigados o nome da servidora do Ministério da Saúde Regina Célia de Oliveira, fiscal do contrato entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde. O nome dela foi citado por Luís Ricardo Miranda por ter “atropelado” o processo de importação do imunizante.

Fonte/Créditos: Ricardo Brito

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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