Portal Fronteira Livre

Segunda, 06 de dezembro de 2021
MENU

História

Biografia: Vicente Celestino

Uma das vozes mais famosas da música brasileira,conhecido pela música O Ébrio, levada ao cinema em 1946, em filme protagonizado pelo próprio cantor

241
Publicidade
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Considerado uma das vozes mais famosas da música brasileira, Vicente Celestino é conhecido pela música O Ébrio, levada ao cinema em 1946, em filme protagonizado pelo próprio cantor. 

Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro RJ 1894 - São Paulo SP 1968). Cantor, compositor e ator. Filho de um casal de imigrantes calabreses e irmão dos cantores Antonio (baixo), Pedro (tenor) e Radamés (barítono), e do ator Amadeu. Começa a cantar aos oito anos no grupo Pastorinhas da Ladeira do Viana. Aprende o ofício de sapateiro com o pai e desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. Desde criança assiste às companhias líricas que passam pelo Rio de Janeiro.

Em 1903, aos nove anos, desperta a atenção do tenor italiano Enrico Caruso ao participar de um coro infantil da ópera Carmen, de Georges Bizet (1838 - 1875). A partir do início dos anos 1910, passa a se apresentar em festas, serenatas, casas de chope, teatros de revista, operetas e burletas - principalmente no Teatro São José, em São Paulo, que o contrata como corista em 1915. Nesse ano grava a valsa Flor do Mal (Santos Coelho e Domingos Corrêa), na Casa Édison (RJ). Em 1917, inicia o estudo do canto lírico no Teatro Municipal, depois de recusar convite para estudar em Milão, Itália, devido à proibição de seu pai. Entre 1917 e 1923, canta importantes óperas e operetas e participa de burletas, período em que começa a cruzar o país com apresentações musicais ou teatrais.

Também em 1917, grava Urubu Subiu, desafio sertanejo com Bahiano, o cantor de Pelo Telefone. Em 1921, integra o elenco na ópera Tosca, de Giacomo Puccini (1858 - 1924), e Aida, de Giuseppe Verdi (1813 - 1901) no Teatro Lírico. É um dos primeiros a gravar discos pelo sistema elétrico, lançando, em 1928, Santa (Freire Júnior). Em 1929, grava o samba-canção Linda Flor (Henrique Vogeler e Cândido Costa) e o tango-fado Luar de Paquetá (Freire Júnior e Hermes Fontes), pela gravadora Odeon.

Estreia em 1930 sua carreira de compositor ao registrar um 78 rotações com Quando Eu Te Vi Vovô e Vovó (composta com Atílio Milano). Em 1933 se casa com a atriz e cineasta Gilda de Abreu (1904 - 1979), com quem contracena na opereta Alvorada do Amor (1934)de Otávio Rangel, no Teatro João Caetano (RJ).

Assina contrato com a gravadora RCA Victor em 1934 e, dois anos depois grava a canção O Ébrio, que posteriormente é adaptada para o teatro (1942), vira romance e filme (1946), este com direção de Gilda de Abreu. Em 1935, para de cantar ópera em teatro para se dedicar às canções; lança disco de 78 rpm com os tangos-canções Rasguei o Teu Retrato (Cândido das Neves) e Ouvindo-te, de sua autoria. Em 1937, grava Patativa Coração Materno, vertida em peça teatral em 1947, e em 1951 em filme, adaptada e dirigida novamente por Gilda de Abreu.

Com Mário Rossi assina EsquecimentoSe Ela Voltasse e Sangue e Areia. Na década de 1940, compõe sonetos e, em 1960, grava Serenata do Adeus, de Vinicius de Moraes. Em 1959, leva a opereta A Viúva Alegre à TV Tupi. Em 1967, recebe do júri do Festival Internacional da Canção, organizado pela TV Globo, o diploma de A Expressão Máxima da Canção, e Caetano Veloso grava Coração Materno no disco Tropicália ou Panis et Circensis (1968), considerado o álbum inaugural do movimento tropicalista.

Legado

Há 21 anos no dia 13 de Março de 1999 foi inaugurado em Conservatória, distrito de Valença no Rio, o Museu Vicente Celestino e Gilda de Abreu, com acervo em sua maior parte doado pela família do cantor, incluindo fotografias, recortes de jornais e revistas, instrumentos musicais, roupas e objetos pessoais do artista, inclusive o figurino utilizado no filme O Ébrio. Os visitantes do museu também podem assistir a vídeos e ouvir gravações do artista.

Em 1965, recebeu o título de cidadão paulistano. 

Morte

No dia 23 de agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa de televisão da TV Record que faria com Caetano Veloso e Gilberto Gil, em que seria homenageado pelo Movimento Tropicalista, passou mal no quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, morrendo do coração minutos depois.[3] Seu corpo foi transferido para o Rio de Janeiro, onde foi velado por uma multidão na Câmara dos Vereadores e sepultado sob palmas do público no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

Comentários:

Publicidade
Publicidade

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!