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Sociedade PARCERIA ITAIPU

Diretor geral da Itaipu defende parceria com o setor privado para investimentos em pesquisas 

3º Congresso da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Sustentáveis para Aviação 

23/06/2024 18h29 Atualizada há 4 semanas
Por: Redação
Fotos: Jean Pavão / Itaipu Binacional
Fotos: Jean Pavão / Itaipu Binacional

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, participou da abertura do 3º Congresso da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Sustentáveis para Aviação, em Foz do Iguaçu. Este evento, de grande relevância no cenário científico e tecnológico brasileiro, segue até quarta-feira (19) no Wish Foz do Iguaçu Resort.

A abertura do congresso coincidiu com a inauguração da Unidade de Produção de Hidrocarbonetos Renováveis, uma parceria entre Itaipu, o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) e o projeto H2Brasil. Trata-se da primeira planta piloto do país para a produção de petróleo sintético a partir de biogás, focada na geração de combustível sustentável para aviação (SAF - Sustainable Aviation Fuel).

"Hoje é um dia histórico para Itaipu. Estamos retomando os investimentos em pesquisa e conhecimento, revitalizando o Parque Tecnológico Itaipu, que havia sido reduzido nos últimos anos. Este é apenas o começo de grandes parcerias que pretendemos expandir na área de pesquisa. Nosso objetivo é maximizar nossa contribuição para o avanço da ciência, inovação tecnológica e fortalecer a posição do Brasil no cenário global", declarou Enio Verri.

Ele ressaltou a importância da colaboração entre o setor público e a iniciativa privada para o progresso do país. "Não há desenvolvimento econômico sem inovação e sem a interação entre a academia e o setor privado. Itaipu deseja ser um participante ativo nesse processo, através de nosso parque tecnológico e das parcerias com órgãos públicos", completou.

O congresso visa promover a interação entre os diversos stakeholders envolvidos na produção e uso de combustíveis sustentáveis para aviação. O público-alvo inclui pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa, profissionais de empresas do setor de aviação e combustíveis, representantes da indústria de biocombustíveis, entidades, profissionais liberais e governo. Durante os três dias, serão apresentados trabalhos técnico-científicos, palestras, minicursos e haverá uma feira tecnológica.

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Além de Enio Verri, a abertura do congresso contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho; do senador Laercio José de Oliveira; do diretor-presidente do CIBiogás, Rafael González; e da representante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e presidente do congresso, Amanda Duarte Godim, entre outras autoridades.

Além do investimento em tecnologia de biogás, Itaipu se dedica à sustentabilidade de seus equipamentos e novas tecnologias alinhadas com a agenda verde, além de ações que priorizam questões sociais. "A agenda verde é uma das prioridades do governo Lula, e o Brasil está na vanguarda da transição energética mundial, com uma matriz predominantemente limpa e renovável, exemplificada pela usina de Itaipu e por investimentos robustos na diversificação de outras fontes renováveis", comentou Enio Verri.

Para garantir a segurança energética do Brasil e Paraguai, Itaipu está investindo R$ 3,4 bilhões nos próximos 14 anos na atualização tecnológica de seus equipamentos, assegurando maior produtividade e confiabilidade na geração de energia para ambos os países sócios do empreendimento. Na modernização do sistema de transmissão em corrente contínua, que transmite energia do Paraguai para o Brasil, os recursos somam R$ 2 bilhões.

Itaipu também investe em novas tecnologias, como energia fotovoltaica, destinando R$ 170 milhões para 184 municípios utilizarem em edificações públicas, como hospitais e escolas. Além disso, a empresa investe em biodigestores de pequeno porte em propriedades rurais, prevenindo a contaminação da água e do solo. Esses investimentos trazem benefícios como economia na conta de luz, redução da poluição e menor pressão sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN).

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